Sábado, 31 de outubro de 2026

Polícia Civil apura denúncias de racismo e intolerância religiosa contra estudante em BH

Uma adolescente de 13 anos foi alvo de ataques virtuais com ofensas racistas, religiosas e sexuais após o segundo turno das eleições em Belo Horizonte.

Por Redação WebTV Arinos31/10/2026 às 07:402 min de leitura
Fonte: g1 Minas Gerais (Leia)
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Polícia Civil apura denúncias de racismo e intolerância religiosa contra estudante em BH
Imagem: g1 Minas Gerais

A Polícia Civil de Minas Gerais iniciou uma investigação para apurar relatos de ataques racistas, intolerância religiosa e ofensas de cunho sexual cometidos contra uma adolescente de 13 anos em Belo Horizonte. A denúncia foi formalizada pela família da jovem na terça-feira (27), referindo-se a episódios ocorridos na noite de domingo (25), logo após a conclusão do segundo turno das eleições presidenciais. A aluna, que estuda como bolsista em uma escola particular na Região Centro-Sul da capital, teria sido alvo de mensagens de texto e áudios contendo as agressões.

Conforme o registro policial feito pela mãe da vítima, as hostilidades virtuais teriam sido iniciadas por um colega de classe da menina, contando com a participação de um amigo dele e de outra adolescente. Os áudios continham insultos a religiões de matriz africana, comentários depreciativos sobre a situação financeira da família, xingamentos de teor sexual e menções ao posicionamento político da estudante. O boletim de ocorrência também detalha que a vítima sofreu ameaças contra sua integridade física.

O advogado que representa a família, Victor Alves, afirmou que a estudante já havia passado por situações de agressão no passado, sendo esta a primeira vez que os familiares acionaram a polícia. A defesa declarou que entrou em contato com a direção da escola para monitorar as medidas internas e que buscará agilidade nas investigações, que estão sob responsabilidade do Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família.

Em nota oficial, a Polícia Civil confirmou que o inquérito está em curso na delegacia especializada. A instituição ressaltou que diligências seguem sendo realizadas para elucidar os fatos. Já a direção do Claretiano Colégio comunicou à imprensa que está analisando as informações e adotando as providências internas cabíveis, reforçando que não tolera qualquer tipo de discriminação, racismo ou violência, e que trabalha para garantir um ambiente escolar seguro.

Moradores de Arinos devem estar atentos ao uso seguro das redes sociais e, em caso de situações de ameaça ou discriminação, podem buscar orientação e suporte junto às equipes de Saúde da Família ou acionar a Polícia Militar pelo 190.

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