Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Polícia Federal investiga tentativa de compra de dados do INSS em Minas Gerais

Operação Aliciamento Espúrio apura suspeita de suborno a estagiário para acessar sistemas do INSS.

Por Redação WebTV Arinos28/10/2026 às 15:112 min de leitura
Fonte: g1 Minas Gerais (Leia)
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Polícia Federal investiga tentativa de compra de dados do INSS em Minas Gerais
Imagem: g1 Minas Gerais

Na última terça-feira (27), a Polícia Federal realizou a Operação Aliciamento Espúrio com o intuito de investigar um morador de Belo Horizonte apontado como suspeito de propor pagamentos em dinheiro a um estagiário vinculado ao Instituto Nacional do Seguro Social. Conforme a investigação, a intenção do alvo era obter a liberação de informações sigilosas e restritas que ficam guardadas nos bancos de dados informatizados do órgão da previdência.

Durante o cumprimento das ordens judiciais emitidas para a investigação, os agentes da Polícia Federal realizaram duas ordens de busca e apreensão em locais localizados na capital mineira e na cidade vizinha de Contagem. Nos locais fiscalizados situados nos dois municípios, a equipe policial recolheu documentos e telefones celulares que passarão a compor o acervo probatório da investigação em curso.

A operação policial foi montada e realizada em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, setor ligado administrativamente ao Ministério da Previdência Social. A prioridade da atuação conjunta consiste em coibir a exposição de dados confidenciais e coletar provas sobre as investidas ilegais para capturar dados da autarquia, descobrindo possíveis falhas na segurança dos sistemas.

Com base na legislação penal brasileira, o estagiário que presta serviços no órgão público, mesmo sem ocupar cargo efetivo na administração, é classificado como servidor público para efeitos penais. Devido a essa situação jurídica, a tentativa de suborno com vantagem financeira para desviar suas funções pode configurar o crime de corrupção ativa, com pena que vai de dois a 12 anos de reclusão, além de pagamento de multa.

Ainda não há divulgação por parte da Polícia Federal sobre a efetiva concretização do repasse das informações protegidas ou se há outros suspeitos sob mira da mesma investigação. Questionado pela equipe de reportagem acerca das diligências judiciais, o INSS informou oficialmente que prefere não se pronunciar sobre apurações que continuam em andamento.

Moradores de Arinos devem redobrar os cuidados com a segurança de dados pessoais e senhas em ambientes digitais, evitando compartilhar informações com desconhecidos. Em caso de situações suspeitas ou crimes, a população pode acionar a Polícia Militar pelo 190 ou a Polícia Civil pelo 197.

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